• Sergio Rangel

O poder do sangue...



Sou descendente de portugueses por parte de pai e de italianos e portugueses por parte de mãe. Pelo lado materno sempre tive algumas informações sobre meus antepassados, mas do meu lado materno muito pouco eu sabia.

Morei em Portugal por dois anos. Conheci toda a família portuguesa do meu lado paterno mas tinha muita curiosidade em saber se tinha parentes e antepassados da minha mãe. Conversei com meu tio e ele me disse lembrar que meu avô falava ter um irmão mais novo que, segundo ele, se chamava Rafael. Não tinha endereço, telefone, nome completo, nada. Só se lembrava do nome da cidade onde nasceram. Nesse mesmo dia escrevi meu nome, meu contato e um resumo de quem eu era e enviei uma carta endereçada ao Sr. Rafael e o que eu achava que seria seu nome completo para a cidade de nascimento do meu avô.

Não tinha nenhuma esperança que aquilo tivesse resposta.


Passados dois dias alguém me liga e me diz: Sr. Sérgio, eu sou Rafael, irmão do seu avô. Nenhum dos dois conseguia falar. Marquei de ir conhecê-lo naquele final de semana. Cheguei num sábado pela manhã e o Sr. Rafael me recebeu chorando. Eu também chorava. Primos e primas, uma família inteira me esperava com os melhores doces e vinhos que eles tinham pra me oferecer. O sangue da gente tem estas coisas. Parecia que nos conhecíamos a vida inteira. Voltei para o Brasil e até hoje mantenho contato com eles. Sr. Rafael se foi há alguns anos, mas eu nunca me esqueço da última vez que eu o vi e choramos juntos pela distância que nos separava e a proximidade que nosso sangue aproximava.


Somos um pouco de cada pessoa que nos antecedeu. Descobrir nossos parentes e antepassados nos ajuda a nos entender melhor. A genealogia é a ferramenta que nos proporciona esta descoberta.



por Sérgio Rangel


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